Porque é que as mensagens de burla melhoraram

O phishing acontece quando um burlão se faz passar por alguém de confiança para obter o seu dinheiro, palavras-passe ou dados. Antes era fácil de detetar pelos erros de língua. O Centro Nacional de Cibersegurança do Reino Unido indica que a IA generativa já consegue produzir mensagens e documentos-isco convincentes, sem os erros de tradução, ortografia e gramática que muitas vezes denunciam o phishing. A Europol acrescenta que as mensagens podem incluir a língua e os pormenores culturais do próprio país da vítima, e cita investigação em que o phishing escrito com IA obteve uma taxa de cliques significativamente superior à das mensagens escritas por pessoas.

A Scamwatch indica que a IA ajuda os burlões a redigir milhares de mensagens personalizadas com informação pessoal encontrada online. O FBI refere que a IA generativa reduz o tempo e o esforço de que os criminosos precisam e consegue corrigir os erros que antes eram sinais de alerta. O Centro Nacional Antiburlas da Austrália observa que a IA dificulta o reconhecimento de burlas importantes. O Centro Nacional de Cibersegurança do Reino Unido acrescenta que os criminosos usam informação sobre si disponível online, incluindo nas redes sociais, para tornar o phishing mais convincente. A lição é calma e prática: a boa ortografia já não quer dizer que uma mensagem seja segura.

Para recordar

Dados e fontes desta secção
  • O Centro Nacional de Cibersegurança do Reino Unido indica que a IA generativa pode criar mensagens e documentos-isco convincentes, sem os erros de tradução, ortografia e gramática que muitas vezes denunciam o phishing. [E_S27]
  • A sua avaliação de 2024 previa que a IA tornaria difícil a qualquer pessoa, seja qual for o seu nível de conhecimento, saber se um e-mail ou um pedido de reposição de palavra-passe é autêntico. [E_S27]
  • A Europol cita investigação segundo a qual as mensagens de phishing geradas por modelos de linguagem têm uma taxa de cliques significativamente maior do que as provavelmente escritas por pessoas. [E_S28]
  • A Europol indica que os textos e guiões de phishing já podem incluir a língua e os pormenores culturais do local da vítima. [E_S28]
  • A Scamwatch indica que a IA ajuda os burlões a criar milhares de e-mails, mensagens de texto e mensagens em redes sociais personalizados com informação pessoal encontrada online. [E_S7]
  • O FBI indica que a IA generativa reduz o tempo e o esforço de que os criminosos precisam para enganar, e pode corrigir os erros humanos que, de outro modo, seriam sinais de alerta. [E_S14]
  • O Centro Nacional Antiburlas da Austrália indica que a IA torna mais difícil às pessoas reconhecer burlas importantes. [E_S1]
  • O Centro Nacional de Cibersegurança do Reino Unido indica que os criminosos usam informação sobre si disponível online, incluindo nas redes sociais, para que as suas mensagens de phishing pareçam mais convincentes. [E_S25]

O que não mudou: o pedido

A redação é melhor, mas o pedido é o mesmo. Os sinais de alerta do Centro Australiano de Cibersegurança continuam válidos: pressão para agir depressa, pedidos de palavras-passe ou códigos de autenticação e pessoas que pedem para saltar os passos normais de segurança. As organizações sérias não ligam, não enviam mensagens nem escrevem para verificar ou atualizar os seus dados, e a Comissão Federal do Comércio dos Estados Unidos diz o mesmo sobre pedidos de números de conta bancária ou de cartão.

Assim, em vez de perguntar «isto parece bem?», deve perguntar-se «o que me estão a pedir que faça?». Se a resposta for pagar, iniciar sessão, partilhar um código ou alterar dados bancários, deve tratar a mensagem como não verificada até a confirmar por outra via. A Scamwatch sugere ainda pesquisar na internet o texto exato da mensagem ou do número, juntamente com a palavra “scam” (burla).

Para recordar

Dados e fontes desta secção
  • Os sinais de phishing que o Centro Australiano de Cibersegurança enumera incluem pressão para agir depressa, pedidos de palavras-passe ou códigos de autenticação e pessoas que pedem para saltar os passos normais de segurança. [E_S11]
  • As organizações sérias não ligam, não enviam mensagens nem escrevem para verificar ou atualizar os seus dados. [E_S9]
  • O regulador de consumo dos Estados Unidos indica que as organizações honestas não ligam, não escrevem nem enviam mensagens para pedir dados pessoais como números de conta bancária ou de cartão. [E_S19]
  • A Scamwatch aconselha a nunca partilhar dados pessoais, dados de cartão, palavras-passe nem códigos de utilização única com quem o contacta sem aviso, mesmo que diga ser do seu banco. [E_S2]
  • A Scamwatch sugere também pesquisar na internet o texto exato da mensagem, o número ou o remetente juntamente com a palavra “scam” (burla). [E_S2]

Truques por SMS e chat

Os burlões usam mensagens de texto e chat porque parecem pessoais e rápidos. A Scamwatch avisa que uma mensagem falsa pode aparecer na mesma conversa das mensagens verdadeiras do seu banco, e que os identificadores de quem liga ou envia podem ser falsificados, por isso há que reparar em pequenas diferenças, como pontos a mais, carateres especiais ou números. A Comissão Federal do Comércio dos Estados Unidos refere também que os burlões podem alterar o número que aparece no identificador de chamadas.

O FBI descreve campanhas de imitação de identidade em que os criminosos pedem, quase de imediato, para passar a conversa para uma aplicação de mensagens cifradas. O FBI indica também que nunca se deve dar um código de dois fatores a ninguém por e-mail, mensagem de texto ou aplicações de mensagens. Um banco estatal peruano explica a mesma ideia para o “spoofing” telefónico: o seu pessoal nunca pedirá por telefone, mensagem ou e-mail palavras-passe, códigos enviados para o telemóvel nem números de cartão.

Para recordar

Dados e fontes desta secção
  • A Scamwatch recomenda reparar em pequenas diferenças no identificador de quem liga ou envia, como pontos, carateres especiais ou números. [E_S2]
  • Os burlões podem fazer com que uma mensagem falsa apareça na mesma conversa das mensagens verdadeiras do seu banco. [E_S2]
  • O regulador dos Estados Unidos indica que os burlões usam tecnologia para alterar o número que aparece no seu identificador de chamadas, pelo que o nome e o número que vê podem ser falsos. [E_S19]
  • Nas campanhas de imitação de identidade que o FBI descreve, os criminosos pedem para passar a conversa para uma aplicação de mensagens cifradas quase de imediato. [E_S18]
  • O FBI indica que nunca se deve dar um código de dois fatores a ninguém por e-mail, mensagem de texto ou aplicação de mensagens, porque os criminosos usam engenharia social para obter códigos e tomar o controlo de contas. [E_S15]
  • Um banco estatal peruano avisa que o seu pessoal nunca pedirá por telefone, mensagem ou e-mail informação confidencial como palavras-passe, códigos enviados para o telemóvel, números de cartão ou dígitos de segurança. [E_S43]
  • O mesmo banco explica que o “spoofing” mascara um número de telefone para que a chamada pareça vir de uma instituição financeira e assim ganhar a confiança do cliente. [E_S43]

Códigos QR e ligações

O quishing é phishing que usa um código QR em vez de uma ligação. O Centro Australiano de Cibersegurança indica que pode ser mais difícil de detetar porque o código é uma imagem: as ferramentas de segurança podem não o ver e não é possível ler a ligação antes de digitalizar o código. O conselho do FBI sobre as ligações é simples: não clicar numa ligação de um e-mail ou mensagem até confirmar, por conta própria, quem a enviou.

O nosso conselho: se uma mensagem pedir para digitalizar ou clicar, aceda ao sítio web da organização escrevendo o próprio endereço, ou abra a sua aplicação, e procure lá o mesmo aviso.

Para recordar

Dados e fontes desta secção
  • O quishing é phishing que usa códigos QR em vez de ligações. É mais difícil de detetar porque o código é uma imagem: as ferramentas de segurança podem não o ver e não é possível ler a ligação antes de digitalizar o código. [E_S11]
  • O FBI indica que não se deve clicar em ligações de um e-mail ou mensagem até confirmar, por conta própria, quem as enviou. [E_S15]

Nota para gestores: a formação que ajuda

O Centro Nacional de Cibersegurança do Reino Unido indica que nenhuma formação, nem mesmo as simulações de phishing, ensina a detetar todas as tentativas, e que culpar as pessoas por clicarem não funciona. Acrescenta que os colaboradores que temem pelo emprego não comunicam os seus erros. O objetivo, então, não é transformar toda a gente em detetives, mas fazer com que comunicar seja rápido e seguro, e pôr controlos à volta das ações que importam, como pagamentos e reposição de palavras-passe.

Para recordar

Dados e fontes desta secção
  • O Centro Nacional de Cibersegurança do Reino Unido indica que nenhuma formação, nem mesmo as simulações de phishing, ensina a detetar todas as tentativas, e que culpar ou castigar quem clica não funciona. [E_S24]
  • Acrescenta que quem teme pelo emprego não comunica os seus erros, pelo que comunicar tem de parecer seguro. [E_S24]
  • O Centro Nacional de Cibersegurança do Reino Unido indica que uma cultura positiva, em que as pessoas se sentem à vontade para comunicar phishing, transforma o pessoal num sistema de alerta precoce. [E_S24]

O que é uma identidade sintética

A unidade de crimes financeiros do Tesouro dos Estados Unidos (FinCEN) define uma identidade sintética como uma combinação de informação pessoal real e falsa usada para construir uma pessoa ou empresa capaz de passar controlos de identidade. Informa que os criminosos combinaram imagens geradas com IA com dados pessoais roubados ou totalmente falsos para criar essas identidades. A Europol avisa que os criminosos também podem abusar de dados biométricos, usando fotografias recolhidas online e tecnologia deepfake para se fazerem passar por outras pessoas.

A FinCEN informa que contas abertas com identidades alegadamente criadas com IA foram usadas para receber e branquear o produto de outras burlas. Por isso os controlos sobre os clientes importam a todos, não só às equipas de conformidade: o cliente falso pode ser o fim de uma cadeia que começou com uma burla a outra pessoa.

Para recordar

Dados e fontes desta secção
  • A FinCEN define uma identidade sintética como uma combinação de informação pessoal real e falsa usada para fabricar uma pessoa ou entidade capaz de passar controlos de identidade. [E_S31]
  • Indica que os criminosos combinaram imagens geradas com IA com dados pessoais roubados ou totalmente falsos para criar identidades sintéticas. [E_S31]
  • A Europol avisa que os criminosos podem abusar de dados biométricos, usando fotografias recolhidas online e tecnologia deepfake para se fazerem passar por outras pessoas. [E_S28]
  • Informa que contas abertas com identidades alegadamente criadas com IA foram usadas para receber e branquear o produto de outras burlas. [E_S31]

Os documentos falsos fazem-se em minutos

A Scamwatch indica que certificados, licenças e documentos oficiais de aspeto profissional podem ser criados em minutos, e dá exemplos: documentação regulamentar falsa para burlas de investimento e passaportes e autorizações de trabalho falsos para burlas românticas. O FBI indica que os criminosos usam IA generativa para produzir documentos de identificação falsos, como cartas de condução e credenciais das forças policiais, do governo ou de bancos, e imagens geradas com IA para fotografias de perfil credíveis. A FinCEN informa que os criminosos usaram IA generativa para criar documentos, fotografias e vídeos falsos a fim de contornar a identificação e verificação de clientes.

Por isso, um documento limpo e de aspeto impecável já não é sinal de que seja genuíno. Os controlos funcionam melhor quando comparam um documento com outras coisas que o cliente diz e com registos independentes.

Para recordar

Dados e fontes desta secção
  • A Scamwatch indica que certificados, licenças e documentos oficiais de aspeto profissional podem ser criados em minutos. [E_S7]
  • A Scamwatch dá exemplos de documentos falsos feitos com IA: documentação regulamentar falsa para burlas de investimento e passaportes e autorizações de trabalho falsos para burlas românticas. [E_S7]
  • O FBI indica que os criminosos usam IA generativa para produzir documentos de identificação falsos, como cartas de condução falsas ou credenciais das forças policiais, do governo ou de bancos. [E_S14]
  • O FBI indica que os criminosos usam imagens geradas com IA para criar fotografias de perfil credíveis, documentos de identificação e outras imagens que sustentam as suas fraudes. [E_S14]
  • A FinCEN informa que os criminosos usaram IA generativa para criar documentos, fotografias e vídeos falsos a fim de contornar a identificação e verificação de clientes. [E_S31]

O que os controlos sobre o cliente podem detetar

A FinCEN refere que as instituições detetaram muitas vezes documentos de identidade falsos ao rever novamente os documentos de abertura de conta, e que as pesquisas inversas de imagens podem mostrar que uma fotografia de identidade coincide com uma galeria de rostos gerados com IA. Os indicadores que merecem uma análise mais atenta incluem incoerências entre vários documentos de identidade ou entre um documento e o resto do perfil do cliente, e um cliente que não consegue comprovar de forma satisfatória a sua identidade ou a origem dos seus rendimentos.

Outros sinais são uma conta recém-aberta com transações rápidas, muitas contas semelhantes a atuar de forma coordenada e dinheiro levantado imediatamente após o depósito de formas difíceis de reverter. A FinCEN sublinha que nenhum sinal, por si só, prova uma irregularidade, pelo que cada caso se avalia pelos factos que o rodeiam. Um sinal quer dizer «olhar com mais atenção e escalar pelo processo habitual», não «acusar».

Para recordar

Dados e fontes desta secção
  • As instituições detetaram muitas vezes documentos de identidade falsos ao rever novamente os documentos de abertura de conta, e as pesquisas inversas de imagens podem mostrar que uma fotografia coincide com uma galeria de rostos gerados com IA. [E_S31]
  • Os indicadores que merecem uma análise mais atenta incluem incoerências entre vários documentos de identidade, ou entre um documento e o resto do perfil do cliente, e um cliente que não consegue comprovar de forma satisfatória a sua identidade ou a origem dos seus rendimentos. [E_S31]
  • Outros sinais são uma conta recém-aberta com transações rápidas, muitas contas semelhantes a atuar de forma coordenada e dinheiro levantado imediatamente após o depósito de formas difíceis de reverter. [E_S31]
  • A FinCEN refere que nenhum sinal de alerta, por si só, prova uma irregularidade, pelo que cada caso deve ser avaliado segundo os factos e as circunstâncias que o rodeiam. [E_S31]

Controlos em direto e os seus limites

A verificação em direto, em que se pede ao cliente que confirme a identidade por áudio ou vídeo, pode ajudar. A FinCEN avisa que os criminosos podem usar ferramentas que geram áudio e vídeo sintéticos, pelo que as incoerências podem ser a única pista, e que alguns sistemas assinalam extensões (plugins) de câmara de terceiros, que podem mostrar vídeo gerado previamente em vez de uma transmissão em direto. A Europol refere que uma imagem sintética de maior qualidade torna mais provável que um documento falsificado passe numa verificação visual, e que a solidez de um processo de identificação depende do processo completo e não só do passo visual.

O nosso conselho: não dependa de um único controlo. Combine a revisão de documentos, registos independentes, um passo em direto e monitorização contínua, e deixe por escrito quem decide o quê quando os controlos não coincidem.

Para recordar

Dados e fontes desta secção
  • A verificação em direto, em que se pede ao cliente que confirme a identidade por áudio ou vídeo, pode ajudar, mas os criminosos podem usar ferramentas que geram áudio e vídeo sintéticos, pelo que as incoerências podem ser a única pista. [E_S31]
  • Alguns sistemas de verificação assinalam o uso de extensões (plugins) de câmara de terceiros, que podem mostrar vídeo gerado previamente em vez de vídeo em direto. [E_S31]
  • A Europol refere que uma imagem sintética de maior qualidade torna mais provável que um documento falsificado passe numa verificação visual de identidade, pelo que a solidez de um processo de identificação depende do processo completo e não só do passo visual. [E_S30]

Proteja os seus próprios documentos

Os colaboradores e os clientes também podem ser vítimas. A autoridade de proteção de dados do Peru aconselha a não deixar que fotografem o seu documento de identidade, a não partilhar fotografias nas redes sociais nem em aplicações de mensagens e a usar marcas de água ou riscados em qualquer cópia que tenha de enviar. O INCIBE aconselha a não partilhar documentos pessoais sem validar primeiro o motivo do pedido e quem o faz. Num caso do INCIBE, um funcionário partilhou uma fotografia do seu documento de identidade como parte de um pedido de pagamento de um falso dirigente da empresa.

Para recordar

Dados e fontes desta secção
  • A autoridade de proteção de dados do Peru aconselha a não deixar que fotografem o seu documento de identidade, a não partilhar fotografias do mesmo nas redes sociais ou em aplicações de mensagens e a usar marcas de água ou zonas riscadas em qualquer cópia que tenha de enviar. [E_S44]
  • O INCIBE aconselha a não partilhar documentos pessoais sem validar primeiro o motivo do pedido e quem o faz. [E_S36]
  • Um caso do INCIBE mostra um documento falsificado usado como prova: o falso CEO enviou um documento com assinaturas falsificadas e o funcionário partilhou ainda uma fotografia do seu documento de identidade. [E_S36]
  • O Ministério Público do Peru descreve a usurpação de identidade como o uso de tecnologias da informação para se fazer passar por outra pessoa ou instituição com o fim de a prejudicar, incluindo a fraude financeira. [E_S45]

Caso prático 1: Identidades sintéticas e documentos falsos

Uma nova empresa cliente, “Comercial Rua do Farol” (inventada), candidata-se online a serviços. A fotografia do passaporte da diretora está muito nítida. A fatura de serviços públicos mostra outra grafia do apelido dela e uma morada que não coincide com a do passaporte. Ela diz que a fotografia é «uma digitalização antiga» e pede para despachar, porque quer começar a pagar a fornecedores hoje.

Não aprove apenas com base nos documentos. Registe as incoerências, peça provas independentes pelo seu processo habitual e escale para quem decide a aceitação de novos clientes. Uma discrepância é motivo para olhar com mais atenção, não prova de fraude.

Para recordar

  • Os documentos não coincidem entre si
  • Uma fotografia muito nítida com uma explicação vaga
  • Pressão para despachar os controlos
Dados e fontes desta secção
  • Os indicadores que merecem uma análise mais atenta incluem incoerências entre vários documentos de identidade, ou entre um documento e o resto do perfil do cliente, e um cliente que não consegue comprovar de forma satisfatória a sua identidade ou a origem dos seus rendimentos. [E_S31]
  • A FinCEN refere que nenhum sinal de alerta, por si só, prova uma irregularidade, pelo que cada caso deve ser avaliado segundo os factos e as circunstâncias que o rodeiam. [E_S31]
  • A Europol refere que uma imagem sintética de maior qualidade torna mais provável que um documento falsificado passe numa verificação visual de identidade, pelo que a solidez de um processo de identificação depende do processo completo e não só do passo visual. [E_S30]

Caso prático 2: Identidades sintéticas e documentos falsos

Durante uma verificação por vídeo em direto, o rosto de um novo cliente está ligeiramente dessincronizado da voz. Quando lhe pedem para rodar a cabeça e passar uma mão à frente do rosto, o vídeo congela por um segundo. O seu sistema mostra que ele usa uma aplicação de «câmara virtual».

Pause a aceitação e siga o seu procedimento para controlos em direto falhados. Anote o que viu e ouviu. Não diga ao cliente o que ativou o alerta. Escale; a decisão de recusar ou pedir outra via cabe ao seu responsável de conformidade.

Para recordar

  • O vídeo está dessincronizado e congela quando lhe pedem algo
  • Está a ser usada uma aplicação de câmara virtual
  • O cliente evita a tarefa em direto
Dados e fontes desta secção
  • A verificação em direto, em que se pede ao cliente que confirme a identidade por áudio ou vídeo, pode ajudar, mas os criminosos podem usar ferramentas que geram áudio e vídeo sintéticos, pelo que as incoerências podem ser a única pista. [E_S31]
  • Alguns sistemas de verificação assinalam o uso de extensões (plugins) de câmara de terceiros, que podem mostrar vídeo gerado previamente em vez de vídeo em direto. [E_S31]
  • A Europol refere que uma imagem sintética de maior qualidade torna mais provável que um documento falsificado passe numa verificação visual de identidade, pelo que a solidez de um processo de identificação depende do processo completo e não só do passo visual. [E_S30]

Caso prático 3: Identidades sintéticas e documentos falsos

Uma conta aberta há três dias recebe cinco pagamentos de remetentes sem relação entre si, num total de 46 000 euros. O titular pede para enviar tudo para o estrangeiro no mesmo dia. Outras duas contas abertas nessa semana partilham o mesmo número de telefone e dispositivo.

Não processe ainda a transferência. Escale segundo os seus procedimentos para que a pessoa competente reveja o padrão. Não alerte o cliente. Guarde um registo do que viu e de quando.

Para recordar

  • Uma conta nova com movimentos rápidos e de valor elevado
  • Fundos enviados de imediato de forma difícil de reverter
  • Várias contas novas ligadas pelo mesmo telefone e dispositivo
Dados e fontes desta secção
  • Outros sinais são uma conta recém-aberta com transações rápidas, muitas contas semelhantes a atuar de forma coordenada e dinheiro levantado imediatamente após o depósito de formas difíceis de reverter. [E_S31]
  • Informa que contas abertas com identidades alegadamente criadas com IA foram usadas para receber e branquear o produto de outras burlas. [E_S31]
  • A FinCEN refere que nenhum sinal de alerta, por si só, prova uma irregularidade, pelo que cada caso deve ser avaliado segundo os factos e as circunstâncias que o rodeiam. [E_S31]

Qual é a dimensão: um risco emergente, com números

A clonagem de voz e o vídeo deepfake são reais, e os organismos oficiais avisam sobre eles, mas continuam a ser uma pequena parte do panorama. A Scamwatch indica que os burlões podem usar alguns segundos de uma gravação de voz para criar um clone com IA, e que usam IA para criar vídeos e áudios falsos que parecem e soam reais. O relatório de 2025 do FBI contabiliza mais de 22 000 queixas que mencionam IA de alguma forma, com perdas ajustadas superiores a 893 milhões de dólares norte-americanos, e refere que as empresas comunicaram mais de 30 milhões em perdas por burlas de comprometimento do correio eletrónico empresarial (BEC) com IA.

Para manter as proporções: o mesmo relatório coloca todo o BEC em cerca de 3 050 milhões de dólares norte-americanos. Segundo a nossa própria aritmética, 30 milhões são aproximadamente 1% de 3 050 milhões, pelo que, nesse relatório, as burlas BEC que mencionam IA são uma pequena parte de todas as perdas por BEC. Isso não significa que as vozes com IA possam ser ignoradas: são baratas de tentar, e os controlos deste curso (devolver a chamada, segunda pessoa, travar a urgência) derrotam-nas tal como aos truques comuns.

Para recordar

Dados e fontes desta secção
  • A Scamwatch indica que os burlões podem usar alguns segundos de uma gravação de voz para criar um clone da voz com IA e depois ligar a fazer-se passar por um amigo ou familiar em apuros. [E_S7]
  • A Scamwatch indica que os burlões usam IA para criar vídeos e gravações de áudio falsos que parecem e soam reais. [E_S7]
  • O relatório de 2025 do FBI contabiliza mais de 22 000 queixas que mencionam IA, com perdas ajustadas superiores a 893 milhões de dólares norte-americanos, e refere que as empresas perderam mais de 30 milhões em burlas BEC com IA. [E_S16]
  • O relatório de 2025 do FBI coloca o comprometimento do correio eletrónico empresarial como a segunda maior fonte de perdas comunicadas nos Estados Unidos, depois da fraude de investimento, com cerca de 3 050 milhões de dólares norte-americanos. [E_S16]

Como pode soar um ataque

O INCIBE define um deepfake como um vídeo falso, manipulado com ferramentas de IA que permitem trocar rostos em imagens e modificar a voz. O Centro Australiano de Cibersegurança descreve o vishing como uma burla por voz que usa clonagem de voz, tecnologia deepfake ou identificadores de chamada falsos para parecer real. Pode ser mais difícil de detetar porque uma voz conhecida gera confiança, o telefone cria urgência e tanto o identificador de chamadas como as vozes podem ser falsificados. A Comissão Federal do Comércio dos Estados Unidos refere que uma chamada que soa como o seu chefe a pedir números de conta torna mais provável que aja, e que ao burlão basta um pequeno excerto de áudio, que pode sair de conteúdo publicado online.

O FBI avisa que os criminosos geram vídeo para videochamadas em tempo real com pessoas que dizem ser executivos de empresas, agentes da autoridade ou outras figuras de autoridade, e usam áudio de uma pessoa gerado com IA para tentar aceder às suas contas bancárias. A FinCEN indica que os criminosos usaram IA generativa para se fazerem passar por um executivo ou colaborador de confiança e ordenar às vítimas que transfiram grandes quantias.

Para recordar

Dados e fontes desta secção
  • O INCIBE define um deepfake como um vídeo falso, manipulado com ferramentas de IA que permitem trocar rostos em imagens e modificar a voz. [E_S38]
  • O Centro Australiano de Cibersegurança descreve o vishing como uma burla por voz que usa clonagem de voz, tecnologia deepfake ou identificadores de chamada falsos para parecer real. [E_S11]
  • Indica que o vishing pode ser mais difícil de detetar porque uma voz conhecida gera confiança, o telefone cria urgência e tanto o identificador de chamadas como as vozes podem ser falsificados. [E_S11]
  • A Comissão Federal do Comércio dos Estados Unidos indica que uma chamada que soa como o seu chefe a pedir números de conta, ou como um familiar numa emergência, torna mais provável que aja, e por isso os burlões usam a clonagem de voz. [E_S22]
  • A mesma agência indica que ao burlão basta um pequeno excerto de áudio, que pode sair de conteúdo publicado online, e um programa de clonagem de voz. [E_S21]
  • O FBI avisa que os criminosos geram vídeo para videochamadas em tempo real com pessoas que dizem ser executivos de empresas, agentes da autoridade ou outras figuras de autoridade. [E_S14]
  • O FBI avisa que os criminosos usam áudio gerado com IA de uma pessoa para aceder às contas bancárias dessa pessoa. [E_S14]
  • A unidade de crimes financeiros do Tesouro dos Estados Unidos (FinCEN) indica que os criminosos usaram IA generativa para se fazerem passar por um executivo ou colaborador de confiança e ordenar às vítimas que transfiram grandes quantias. [E_S31]

Três casos das fontes

O INCIBE descreve uma empresa espanhola em que os colaboradores ouviram uma voz exatamente igual à do CEO, participaram numa reunião em que ele disse que haveria uma auditoria iminente e que tinham de comprar uma máquina, e pagaram assim que a reunião terminou. Dias depois souberam que não era ele. Noutro caso do INCIBE, um falso CEO escreveu a um funcionário pelo chat do Teams da empresa a pedir uma compra urgente de 150 000 euros e enviou por e-mail um documento com assinaturas falsificadas.

Um terceiro caso do INCIBE mostra a defesa a funcionar: uma mulher ouviu a voz do marido a pedir-lhe que enviasse uma mensagem para um número, ligou em vez disso para o número habitual dele e ele confirmou que não tinha ligado. Repare no que tinham em comum as pessoas que foram enganadas: um pedido fora do processo normal, urgência e nenhuma chamada de volta.

Para recordar

Dados e fontes desta secção
  • O INCIBE descreve um caso em que os colaboradores ouviram uma voz igual à do CEO, participaram numa reunião em que ele disse que haveria uma auditoria iminente e que tinham de comprar uma máquina, e pagaram assim que terminou; dias depois souberam que não era ele. [E_S35]
  • Noutro caso do INCIBE, um falso CEO escreveu a um funcionário pelo chat corporativo do Teams a pedir uma compra urgente de 150 000 euros, e enviou um e-mail com assinaturas falsificadas para parecer credível. [E_S36]
  • O INCIBE relata um caso em que uma mulher ouviu a voz do marido a pedir-lhe que enviasse uma mensagem para um número; ela ligou para o número habitual dele, e ele confirmou que não tinha ligado. [E_S39]

Não confie em detetar a falsificação

O FBI enumera sinais em imagens e vídeos falsos, como mãos estranhas, rostos irregulares, sombras incorretas, atraso na voz e movimentos pouco naturais, e indica ouvir com atenção o tom e a escolha das palavras. Refere também que o conteúdo gerado com IA avançou ao ponto de ser muitas vezes difícil de identificar e que os clones de voz podem soar quase idênticos. A Europol acrescenta que reforçar o processo de aprovação é hoje considerado melhor do que confiar apenas em ferramentas de deteção de deepfakes.

Os exemplos da Europol de controlos mais fortes incluem aprovar com áudio e vídeo em vez de apenas áudio, exigir uma ligação de vídeo em direto e pedir à pessoa que realize atos aleatórios e complicados em direto diante da câmara. O nosso conselho: para dinheiro e palavras-passe, o melhor controlo não é «soa bem?», mas «confirmei-o por um canal que o criminoso não controla?».

Para recordar

Dados e fontes desta secção
  • O FBI indica que o conteúdo gerado com IA avançou ao ponto de ser muitas vezes difícil de identificar. [E_S17]
  • O FBI enumera sinais em imagens e vídeos falsos, como mãos estranhas, rostos irregulares, sombras incorretas, atraso na voz e movimentos pouco naturais, mas avisa que podem ser difíceis de notar. [E_S17]
  • O FBI indica que se deve ouvir com atenção o tom e a escolha das palavras, porque um clone de voz feito com IA pode soar quase idêntico à pessoa real. [E_S17]
  • A Europol aconselha as organizações que dependem de verificações de rosto ou de voz a rever todo o processo de autorização, e refere que reforçar o processo é hoje considerado melhor do que confiar apenas em ferramentas de deteção de deepfakes. [E_S30]
  • Os seus exemplos de controlos mais fortes incluem aprovar com áudio e vídeo em vez de apenas áudio, exigir uma ligação de vídeo em direto e pedir à pessoa que realize atos aleatórios e complicados em direto diante da câmara. [E_S30]

Hábitos tranquilos que funcionam

O conselho da FTC é não confiar na voz: ligar à pessoa para um número que sabe ser dela e verificar a história. O FBI sugere uma palavra ou frase secreta combinada. O INCIBE aconselha a confirmar a identidade por outro canal conhecido e, depois do seu caso de voz clonada, a autorizar os pagamentos por e-mail ou presencialmente, não por telefone. A autoridade de proteção de dados do Peru aconselha a usar as opções de privacidade das plataformas e a não publicar vídeos, áudios nem informação pessoal de forma pública.

Nada disto exige medo. Exige um hábito: quando uma voz ou um vídeo pede dinheiro ou acesso, fazer uma pausa, desligar e confirmar.

Para recordar

Dados e fontes desta secção
  • O seu conselho é não confiar na voz: ligar à pessoa para um número que sabe ser dela e verificar a história. [E_S21]
  • O FBI sugere combinar com a família uma palavra ou frase secreta para verificar a identidade. [E_S14]
  • O INCIBE aconselha a confirmar a identidade dos contactos por outro canal conhecido, como o telefone direto ou presencialmente, sobretudo em operações sensíveis. [E_S36]
  • Após esse caso, o INCIBE recomendou que os pagamentos sejam autorizados por e-mail ou presencialmente e nunca por telefone, e que os pagamentos maiores exijam mais de uma pessoa. [E_S35]
  • A autoridade de proteção de dados do Peru indica que aos burlões bastam alguns segundos de áudio, que podem tirar de um vídeo de redes sociais, para clonar uma voz e ligar a familiares a pedir dinheiro por uma falsa emergência. [E_S42]
  • A mesma autoridade aconselha a usar as opções de privacidade das plataformas e a não publicar vídeos, áudios nem informação pessoal de forma pública. [E_S42]

Caso prático 1: Vozes clonadas e videochamadas deepfake

A Marta, das finanças, atende uma chamada do que soa exatamente ao seu diretor: «Estou numa reunião fechada com um auditor. Hoje temos de comprar um equipamento para passar a auditoria. Transfira 19 500 euros para esta conta e não diga nada a ninguém até eu sair». O número que aparece é um que ela não reconhece.

Diga que trata do assunto e que ligará de volta de imediato. Desligue. Ligue ao seu diretor para o número guardado no seu telemóvel e avise o seu chefe ou um segundo aprovador. Não transfira nada apenas por causa de uma voz. Comunique o número da chamada à equipa de TI.

Para recordar

  • Uma voz que soa bem, a pedir um pagamento urgente e confidencial
  • Uma história que não se consegue verificar naquele momento
  • Um pedido para não dizer a ninguém e para pagar a uma conta nova
Dados e fontes desta secção
  • O INCIBE descreve um caso em que os colaboradores ouviram uma voz igual à do CEO, participaram numa reunião em que ele disse que haveria uma auditoria iminente e que tinham de comprar uma máquina, e pagaram assim que terminou; dias depois souberam que não era ele. [E_S35]
  • O seu conselho é não confiar na voz: ligar à pessoa para um número que sabe ser dela e verificar a história. [E_S21]
  • O INCIBE aconselha a confirmar a identidade dos contactos por outro canal conhecido, como o telefone direto ou presencialmente, sobretudo em operações sensíveis. [E_S36]
  • Após esse caso, o INCIBE recomendou que os pagamentos sejam autorizados por e-mail ou presencialmente e nunca por telefone, e que os pagamentos maiores exijam mais de uma pessoa. [E_S35]

Caso prático 2: Vozes clonadas e videochamadas deepfake

O Rodrigo é convidado para uma videochamada «com o diretor financeiro e o advogado» sobre uma aquisição confidencial. O rosto e a voz do diretor financeiro parecem corretos, mas a imagem está algo desfocada e os lábios atrasam-se um pouco. O diretor pede ao Rodrigo que aprove hoje um depósito de 85 000 euros na conta fiduciária do advogado e pede a todos que mantenham a chamada privada.

Diga que o pagamento precisa da aprovação escrita habitual e de um segundo aprovador. Confirme com o diretor financeiro ligando para o número guardado e por e-mail interno, e peça a fatura e os dados de pagamento pelo processo normal. Não pague com base numa chamada. Comunique o convite à segurança.

Para recordar

  • Um pagamento confidencial e urgente pedido numa videochamada
  • Um ligeiro atraso e imagem desfocada, possíveis sinais mas nos quais não se pode confiar
  • A única prova é o que se vê no ecrã, sem confirmação independente
Dados e fontes desta secção
  • O FBI avisa que os criminosos geram vídeo para videochamadas em tempo real com pessoas que dizem ser executivos de empresas, agentes da autoridade ou outras figuras de autoridade. [E_S14]
  • A unidade de crimes financeiros do Tesouro dos Estados Unidos (FinCEN) indica que os criminosos usaram IA generativa para se fazerem passar por um executivo ou colaborador de confiança e ordenar às vítimas que transfiram grandes quantias. [E_S31]
  • A Europol aconselha as organizações que dependem de verificações de rosto ou de voz a rever todo o processo de autorização, e refere que reforçar o processo é hoje considerado melhor do que confiar apenas em ferramentas de deteção de deepfakes. [E_S30]
  • Os seus exemplos de controlos mais fortes incluem aprovar com áudio e vídeo em vez de apenas áudio, exigir uma ligação de vídeo em direto e pedir à pessoa que realize atos aleatórios e complicados em direto diante da câmara. [E_S30]
  • Após esse caso, o INCIBE recomendou que os pagamentos sejam autorizados por e-mail ou presencialmente e nunca por telefone, e que os pagamentos maiores exijam mais de uma pessoa. [E_S35]

Caso prático 3: Vozes clonadas e videochamadas deepfake

A Paula recebe uma nota de voz numa aplicação de mensagens, de um número guardado como «Chefe»: «Olá Paula, o meu telemóvel está a ficar sem bateria, pode enviar-me depressa a lista de clientes e pagar a fatura do fornecedor que lhe reencaminhei? Faça-o já, por favor». A voz soa algo monótona, mas parece-se com a do chefe.

Não envie a lista nem pague. Contacte o chefe por outra via (a linha do escritório, um colega que esteja com ele ou o chat da empresa) e use a palavra-chave da equipa, se a tiverem. Verifique a fatura em relação às notas de encomenda. Avise o seu gestor.

Para recordar

  • Uma nota de voz que pede tanto dados como um pagamento
  • Uma história de «telemóvel sem bateria» que explica porque não pode ligar
  • Urgência e uma fatura reencaminhada que não foi verificada
Dados e fontes desta secção
  • O FBI avisa que os criminosos usam áudio gerado com IA de uma pessoa para aceder às contas bancárias dessa pessoa. [E_S14]
  • O FBI sugere combinar com a família uma palavra ou frase secreta para verificar a identidade. [E_S14]
  • O INCIBE aconselha a confirmar a identidade dos contactos por outro canal conhecido, como o telefone direto ou presencialmente, sobretudo em operações sensíveis. [E_S36]
  • O seu conselho é não confiar na voz: ligar à pessoa para um número que sabe ser dela e verificar a história. [E_S21]

Verifique o que aprendeu

Três perguntas do teste, com a sua explicação. Toque numa resposta.

Pergunta 1 de 3

O que diz o Centro Nacional de Cibersegurança do Reino Unido sobre a formação contra o phishing?

Ver a resposta

Correta: C, Nenhuma formação ensina a detetar todas as tentativas, e culpar as pessoas não funciona. O objetivo é comunicar com facilidade e em segurança, com controlos à volta das ações-chave, não uma deteção perfeita. [E_S24]

Pergunta 2 de 3

O que é uma identidade sintética?

Ver a resposta

Correta: C, Uma mistura de dados pessoais reais e falsos usada para construir uma pessoa que passe controlos. A FinCEN dá esta definição. [E_S31]

Pergunta 3 de 3

Numa verificação por vídeo em direto, o rosto do cliente está ligeiramente dessincronizado, o vídeo congela quando lhe pedem para passar uma mão pelo rosto e é detetada uma aplicação de câmara virtual. O que faz?

Ver a resposta

Correta: B, Pausar, seguir o procedimento de verificação em direto falhada, registar o que viu e escalar. Os controlos em direto têm limites e os criminosos podem usar ferramentas que geram vídeo sintético. Escale; não alerte o cliente. [E_S31]